Olá! Sejam todos bem vindos ao Inquietação Pedagógica!
Sintam-se em casa.
Sou Valéria Cunha, mãe, 44 anos, paraense de nascimento e de coração, estudante da UNIRIO/CEDERJ do curso de Pedagogia, estudante da Escola Técnica de Teatro Martins Pena e servidora pública da Prefeitura do Rio no cargo de Agente de Apoio da Educação Especial, Secretaria Municipal de Educação.
Eu sempre fui muito ligada em tecnologias. Utilizava e utilizo da melhor forma que posso, tanto para questões pessoais, como redes de comunicação, como para assuntos profissionais, como pesquisas e treinamentos online. A disciplina em questão, me proporciona estar em contato com novos conteúdos e perspectivas de ensino, além, é claro, da possibilidade de troca de aprendizados e conhecimentos com outros colegas. Apresentando na teoria e na prática, ferramentas que facilitam muito o exercício da nossa profissão. O mundo tecnológico é muito dinâmico e desta forma, é absolutamente necessário se manter informado a respeito dessas novas tecnologias. O acesso a esses conhecimentos, o letramento digital, é condição sine qua non para se sentir inserido em qualquer ramo de atividade e para desenvolvimento de várias funções. Desde a comunicação básica através de aparelhos celulares, até a produção de material audiovisual. Manuseio das Tecnologias da Informação e Comunicação de uma maneira ampla e educativa. Enfim, um conjunto imenso de ferramentas e possibilidades que buscam aproximar educadores e educandos, além de estabelecer caminhos de facilitação da relação de ensino e aprendizado.
Atualmente, impulsionado pela conjuntura em que vivemos, nunca foi tão importante se estabelecer esse canal de comunicação tecnológico e alternativo. A necessidade de distanciamento social por conta da pandemia, potencializou o uso dessas ferramentas de ensino remoto. Entretanto, também expôs de forma muito clara e cruel, as desigualdades sociais e econômicas da grande maioria de alunos da rede pública de ensino. Prova disso é a enorme evasão e baixíssima frequência de participação. Um exemplo, é a Prefeitura do Rio que adotou o RioEduca (https://www.rio.rj.gov.br/web/rioeduca/exibeconteudo/?id=12487659), plataforma de acesso dos estudantes ao conteúdo elaborado e postado pelos professores. Nele, é possível ver cada disciplina e as atividades da semana. O aluno copia a matéria, fotografa e reenvia no próprio aplicativo ou simplesmente responde pelo forms (serviço gratuito para criar formulários online), e envia diretamente, o que por sinal, tem sido a grande preferência, segundo alunos com os quais tive a oportunidade de conversar sobre o assunto. Mas, infelizmente, a realidade é muito diferente da nossa expectativa nesse caso. Falta de equipamento básico como um celular que comporte o download, falta de conhecimento e familiaridade com o mundo virtual, falta de rede de internet, enfim falta total e absoluta de possibilidade de aprender de forma adequada.
Diante desse quadro, só podemos concluir que apesar da importância de todo o desenvolvimento tecnológico que temos acesso, ainda é prioritário investir no ser humano. Investir em melhores condições de vida, na qualidade do ensino, com acesso a todes, na qualificação e valorização do professor, na infraestrutura dos espaços escolares, no desenvolvimento econômico e social de forma igualitária em direitos, deveres e principalmente, oportunidades. Porque se um dia faltar luz, o que vai nos restar é o bom lápis e papel, e se quem estiver segurando não for um sujeito protagonista, não seremos capazes de continuar escrevendo a nossa história.
Grata e até a próxima!
